quinta-feira, 21 de julho de 2011

Último voo da Atlantis

Último voo da Atlantis encerra era dos ônibus espaciais norte-americanos
                                    21/7/2011 9:47,  Por Redação, com agências internacionais - de Cabo Canaveral, EUA 

Atlantis
Em seu último voo, pouso da Atlantis é suave rumo ao museu

Sob um céu limpo, o ônibus espacial Atlantis aterrissou no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nesta quinta-feira. O pouso executado pelo comandante Chris Ferguson marcou o fim de uma jornada de 8,4 milhões de quilômetros e encerrou um capítulo-chave da história espacial mundial.
 A Atlantis retornou da 135ª missão espacial de um programa iniciado pelos Estados Unidos em 1981. Nesses 30 anos, os voos espaciais pareceram entrar para a rotina, apesar dos dois acidentes que causaram a morte de 14 astronautas e destruíram duas das naves espaciais da NASA: a Challenger e a Columbia.
 O comitê de investigação do último acidente, ocorrido em 2003, recomendou que os ônibus espaciais fossem aposentados depois do término da construção da Estação Espacial Internacional (ISS), um projeto de 100 bilhões de dólares e que tem a participação de 16 países. Tal meta foi atingida neste ano. Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Fotógrafos preparam-se para registrar a aterrissagem da Atlantis
 
 Missão final

Em uma missão que durou 13 dias, com quatro tripulantes, a Atlantis levou mais de 4 toneladas de carga e peças de reposição para equipar a ISS por um ano. As naves norte-americanas são os únicos veículos espaciais grandes o suficiente para transportar cargas tão pesadas – de até 20 toneladas.
– Sem os ônibus espaciais, não teria sido possível construir uma estação espacial como essa – afirma o ex-astronauta Thomas Reiter, chefe das missões da Agência Espacial Europeia (ESA). Agora, veículos russos, europeus e japoneses levarão materiais menores e mais leves para a estação.
Aposentada, a Atlantis ficará exposta no museu do Centro Espacial Kennedy, assim como as naves Discovery, Endeavour e Enterprise.
– Depois de servir o mundo por 30 anos, o ônibus espacial conquistou um lugar na história. Chegamos ao ponto final – declarou o comandante Ferguson no momento da aterrissagem.

 Recomeço
Futuramente, os Estados Unidos enviarão seus astronautas à ISS nas cápsulas russas Soyuz, consideravelmente menores que os ônibus espaciais – com capacidade para apenas três tripulantes e 50 quilos de carga. Apesar de difícil para os astronautas norte-americanos, a despedida do programa espacial fez-se necessária em tempos de restrição orçamentária e, por isso, foi determinada pelo presidente Barack Obama.

Desde o primeiro voo da nave Columbia, em 12 de abril de 1981, cada uma das 135 missões espaciais realizadas pela NASA custou em média 450 milhões de dólares. Obama também cortou o programa Constellation, iniciado por seu antecessor George W. Bush, que deveria realizar viagens a destinos longínquos como a Lua ou até mesmo Marte e consumiria 97 bilhões de dólares até 2020.
 – É lamentável, mas sei que é certo. Se quisermos fazer outras coisas, precisamos de uma nova espaçonave – declarou a astronauta da NASA Shannon Walker sobre o fim da era do ônibus espacial. Walkers compara a lacuna de três anos até o possível início de um novo programa espacial com o período pós-Apollo.
 O programa Apollo, que levou o primeiro homem à Lua, antecedeu o agora encerrado programa de ônibus espaciais. Quando, em 1972, o presidente Richard Nixon ordenou que se desenvolvesse uma nave reutilizável, o principal objetivo era reduzir os custos das viagens. A NASA também esperava conseguir realizar missões semanalmente. 

Mas ambas as expectativas não foram correspondidas pelos ônibus espaciais. Em 2015, deverá ficar pronto um novo veículo, o Falcon 9, no qual a NASA está trabalhando em conjunto com uma empresa privada. 
O número de astronautas também demonstra que os tempos dourados das viagens espaciais norte-americanas chegaram ao fim. Em 2000, havia 149 astronautas na NASA; hoje, há apenas 61.
– Quando hoje se pergunta em uma escola quem quer ser astronauta, todos levantam a mão. Espero que as crianças saibam que ainda há uma estação espacial e que o sonho de voar para o espaço continue vivo – diz a astronauta Walker.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Feudalismo


Introdução 

O feudalismo tem inicio com as invasões germânicas (bárbaras ), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos. 


Estrutura Política do Feudalismo 

Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).

Sociedade feudal 

A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).

Economia feudal 

A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.


Religião  

Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia.

As Guerras 
 
A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. O residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.
 
Castelo -  feudalismo  
Castelo da época do feudalismo
 
Educação, artes e cultura

A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.
A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.
Podemos dizer que, em geral, a cultura e a arte medieval foram fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.

O fim do feudalismo

O feudalismo não terminou de uma hora para outra, ou seja, de forma repentina. Ele foi aos poucos se enfraquecendo e sendo substituído pelo sistema capitalista. Podemos dizer o feudalismo começou a entrar em crise, em algumas regiões da Europa, já no século XII, com várias mudanças sociais, políticas e econômicas. O renascimento comercial, por exemplo, teve um grande papel na transição do feudalismo para o capitalismo.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

GELO FINO


Um urso-polar navega no verão do arquipélago norueguês de Svalbard. O gelo marinho é um hábitat crucial para o maior predador do Ártico, mas a alta nas temperaturas prolonga os períodos sem gelo que sobrecarregam os animais.

Gelo finoO veloz aquecimento global poderá derreter no verão boa parte do Ártico já em 2050. Sem sua plataforma congelada para caçar, como os ursos-polares irão sobreviver?

Em agosto de 1881, o naturalista John Muir partiu do Alasca no vapor Thomas Corwin em busca de três navios que se perderam no Ártico. Na costa de Point Barrow, ele avistou três ursos-polares, "uns bichos magníficos, vigorosos, gozando sua força no seio da vastidão gelada", descreveu. Mas, se Muir zarpasse de Point Barrow em agosto de 2010, qualquer urso que ele visse estaria nadando em mar aberto, queimando preciosas reservas de gordura. O hábitat de gelo marinho está desaparecendo. E depressa.
Os ursos-polares singram o nicho ártico onde água, gelo e ar se encontram. Esplendidamente adaptados a esse meio inóspito, a maioria deles passa a vida no gelo marinho. Ali caçam o ano todo e só vão à terra firme para fazer a toca em que nascerão suas crias. Suas presas principais são a foca-anelada e a barbuda (dizem que eles são capazes de farejar o respiradouro de uma foca a mais de 1,5 quilômetro de distância), mas às vezes também comem morsas e até belugas.

O gelo é o alicerce do ambiente marinho no Ártico. Em vez de sólido, ele é perfurado por canais e túneis de várias dimensões, e nessa camada - ou sob ela - se abrigam organismos vitais. Trilhões de diátomos, zooplânctons e crustáceos salpicam a coluna de gelo. Na primavera, a luz solar penetra e promove o crescimento de algas. Elas afundam e, nas áreas rasas da plataforma continental, sustentam uma cadeia alimentar que inclui mexilhões e mariscos, o bacalhau Arctogadus glacialis, focas, morsas e ursos-polares.

Especialistas estimam que existem hoje entre 20 mil e 25 mil ursos-polares, divididos em 19 subpopulações. Os de Svalbard (o arquipélago norueguês onde Florian Shulz fez a maioria destas fotos), do mar de Beaufort e da baía Hudson são estudados há mais tempo. Foi no oeste da baía Hudson, onde o gelo derrete no verão e volta a congelar até a costa no outono, que primeiro se percebeu o problema desses animais.
O biólogo Ian Stirling monitora os ursos-polares dessa área desde fins dos anos 1970. Descobriu que eles se empanturravam de focas na primavera e no início do verão, antes de se abrigar em terra firme durante o degelo. A essa altura, nos anos favoráveis, os ursos haviam acumulado boa camada de gordura. Em terra, entravam em um estado conhecido como torpor parcial, reduzindo o metabolismo para poupar as reservas de gordura. "Até o início dos anos 1990, os ursos podiam jejuar durante o período de degelo no verão e no outono na baía Hudson porque a caça no gelo da primavera era excelente", diz Stirling.

Nos anos seguintes, Stirling e um colega, Andrew Derocher, começaram a discernir um padrão assustador ao observar os ursos. Constataram que, embora a população se mantivesse constante, eles estavam ficando magros. Em 1999, os biólogos haviam detectado uma correlação entre a diminuição do gelo marinho e a deterioração da maioria dos indicadores de saúde dos ursos-polares. Eles não cresciam tanto quanto antes, e alguns iam para terra mais magros. As fêmeas tinham crias com menor frequência e em menor número. Menos filhotes sobreviviam.

Quando Stirling e colegas publicaram suas descobertas, ainda era possível duvidar que o aquecimento afetava os ursos-polares. Em uma entrevista em 1999, o cientista Steven Amstrup, que estudara os ursos no mar de Beaufort desde 1980, disse que ainda não vira o tipo de mudança observada por Stirling. Não mesmo? "O estalo só veio quando percebi uma dificuldade para atravessar o gelo em meus estudos de campo no outono - uma tendência prolongada e cada vez pior", recorda-se. "Pouco depois notamos aquelas mesmas mudanças biológicas nos nossos ursos."

O mundo ainda não sabia, mas, durante o verão, o gelo marinho vinha derretendo cada vez mais cedo e mais rápido e, no inverno, o congelamento ocorria mais tarde. O período mais longo de degelo no verão ameaça a cadeia alimentar do Ártico, no topo da qual está o urso-polar.

Desde que Muir zarpou no Corwin, os gases de efeito estufa contribuíram para um aquecimento médio na Terra de 0,5ºC. Parece insignificante, mas isso pode perturbar visivelmente um ambiente de gelo e neve. Vivam na baía Hudson, no mar de Beaufort ou no de Barents, os ursos-polares enfrentam o mesmo problema. O gelo marinho em que eles caçam está disponível por períodos cada vez mais curtos, forçandoos a jejuns prolongados. E, como o bloco congelado mais fino é facilmente arrastado por ventos e correntes, os ursos podem ser levados a territórios estranhos. Isso os força a nadar por mais tempo e com maior esforço em mar aberto para encontrar gelo favorável ou subir à terra firme.
O urso-polar é forte nadador, mas vencer longas distâncias em mar aberto é exaustivo - e pode ser fatal. Em 2008, uma ursa equipada com radiocolar nadou com seu filhote de 1 ano espantosos 687 quilômetros para chegar ao gelo na costa norte do Alasca. O filhote não aguentou. Pesquisadores que recenseavam baleias-da-groenlândia em 2004 avistaram quatro ursos-polares mortos depois de uma tempestade no mar de Beaufort. E estimam que até 27 ursos podem ter-se afogado durante essa tormenta.

Para as fêmeas, a situação é particularmente dura. Machos subnutridos podem matar e comer filhotes e até mães, e os cientistas supõem que tais ocorrências serão cada vez mais frequentes se o alimento diminuir. Chegar ao lugar em que suas ancestrais faziam as tocas para procriar pode ser um suplício. Em uma ilha de Svalbard, nos anos em que o mar congelava tarde, os cientistas viam poucas ou nenhuma toca na primavera seguinte. "Em condições normais, encontrariam 20 ou mais", diz Jon Aars, do Instituto Polar da Noruega. Ele não sabe se as fêmeas achavam outros locais ou se deixavam de dar cria naquele ano.

Desde pequenos criamos uma imagem do mundo físico: o céu é azul, o Ártico é branco. Mas está previsto que, antes do fim do século, a maior parte do Ártico terá o azul das águas no verão. Ele poderá sustentar ursos-polares? Só no curto prazo, pensam Amstrup e Stirling.

Correntes ainda empurram o gelo à deriva de encontro às ilhas do Ártico canadense e ao norte da Groenlândia no verão, criando bolsões que poderão reter gelo suficiente para sustentar os ursos-polares por todo este século. Mas o veredicto de Jon Aars é claro: "Se o mundo continuar esquentando, um dia até esses últimos refúgios deixarão de abrigar o ícone do Ártico".

terça-feira, 12 de julho de 2011

Desmatamento

 
História do desmatamento no Brasil 
 
O desmatamento, também chamado de desflorestamento, nas florestas brasileiras começou no instante da chegada dos portugueses ao nosso país, no ano de 1500. Interessados no lucro com a venda do pau-brasil na Europa, os portugueses iniciaram a exploração da Mata Atlântica. As caravelas portuguesas partiam do litoral brasileiro carregadas de toras de pau-brasil para serem vendidas no mercado europeu. Enquanto a madeira era utilizada para a confecção de móveis e instrumentos musicais, a seiva avermelhada do pau-brasil era usada para tingir tecidos. 

Desmatamento na Amazônia e na Mata Atlântica
Desde então, o desmatamento em nosso país foi uma constante. Depois da Mata Atlântica, foi a vez da Floresta Amazônica sofrer as conseqüências da derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras de lei como o mogno, por exemplo, empresas madereiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF ( ONG dedicada ao meio ambiente ) no ano de 2000, apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. O caso da Mata Atlântica é ainda mais trágico, pois apenas 9% da mata sobrevive a cobertura original de 1500.
Embora os casos da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica sejam os mais problemáticos, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país. Além da derrubada predatória para fins econômicos, outras formas de atuação do ser humano tem provocado o desmatamento. A derrubada de matas tem ocorrido também nas chamada frentes agrícolas. Para aumentar a quantidade de áreas para a agricultura, muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio.

Urbanização e desmatamento 
O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e pólos industriais. Rodovias também seguem neste sentido. Cruzando os quatro cantos do país, estes projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas. 

Queimadas e incêndios 
Outro problema sério, que provoca a destruição do verde, são as queimadas e incêndios florestais. Muitos deles ocorrem por motivos econômicos. Proibidos de queimar matas protegidas por lei, muitos fazendeiros provocam estes incêndios para ampliar as áreas para a criação de gado ou para o cultivo. Também ocorrem incêndios por pura irresponsabilidade de motoristas. Bombeiros afirmam que muitos incêndios tem como causa inicial as pontas de cigarros jogadas nas beiradas das rodovias.

No mundo 
Este problema não é exclusivo do nosso país. No mundo inteiro o desmatamento ocorreu e ainda está ocorrendo. Nos países em desenvolvimento, principalmente asiáticos como a China, quase toda a cobertura vegetal foi explorada. Estados Unidos e Rússia também destruíram suas florestas com o passar do tempo.
As ações contra o desmatamento 
Embora todos estes problemas ambientais estejam ainda ocorrendo, verifica-se uma diminuição significativa em comparação ao passado. A consciência ambiental das pessoas está alertando para a necessidade de uma preservação ambiental. Governos de diversos países e ONGs de meio ambiente tem atuado no sentido de criar legislações mais rígidas e uma fiscalização mais atuante para combater o crime ecológico. As matas e florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico do planeta Terra e para o bom funcionamento climático. Espera-se que, no início deste novo século, o homem tome consciência destes problemas e comece a perceber que antes do dinheiro está a vida de nosso planeta e o futuro das gerações futuras. Nossos filhos têm o direito de viverem num mundo melhor.

Vale lembrar:
- O desmatamento numa determinada região pode provocar o processo de desertificação (formação de desertos e regiões áridas). Este processo vem ocorrendo no sertão nordestino e no cerrado de Tocantins nas últimas décadas.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O bilionário emirado de Dubai, “onde o dinheiro não tem qualquer outro objetivo que não seja sua multiplicação e endeusamento”





Amigos, foi só falar no emirado de Catar (leia post) e, por coincidência, dei com um texto extraordinário sobre outro emirado bilionário, Dubai – aquele das gigantescas ilhas artificiais com milhares de casas de luxo, dos edifícios altíssimos, do hotel em forma de vela, o Burj Al Arab, que se diz o mais luxuoso do planeta e coloca à disposição dos hóspedes uma frota de Rolls-Royces, do hipódromo de 3 bilhões de dólares, da pista de esqui, com neve e tudo, funcionando enquanto fora há um calor de 50 graus.
Trata-se de um artigo do jornalista escocês A. A. Gill, crítico de gastronomia do jornal britânico The Sunday Times e da revista norte-americana Vanity Fair.
A Vanity Fair enviou-o a Dubai e o resultado, na edição de abril, é uma pequena obra-prima sobre a insânia de tentar construir um paraíso artificial inteiramente descolado de sua realidade social, política, histórica e geográfica – que, além de tudo, está entrando em colapso financeiro.
Gill se horrorizou com a arrogância e o vazio da vida dos jovens milionários nativos, com a vida difícil e a situação precária dos trabalhadores estrangeiros, sem os quais Dubai ainda seria a aldeia de pescadores que era há 20 anos, com um país sem identidade e sem valores, onde os forasteiros com dinheiro podem muito, mas cujo regime político, sob o brilho, o luxo e o desperdício de um capitalismo delirante, é totalitário, retrógrado e corrupto.
"Dubai é Las Vegas sem os cassinos, as dançarinas ou Elvis"

Leiam esse trecho do texto:

“Dubai é a história dos três desejos na qual, como todo garoto sabe, com o terceiro desejo você tem direito a exprimir três novos. E, como todo gênio da lâmpada sabe, mais desejos levam a mais ambição, a mais miséria, a mais créditos podres, e a muito, muito, muito mais mau gosto.

“Dubai é Las Vegas sem as dançarinas, sem os cassinos e sem Elvis.

“Dubai é uma Disneilândia financeira sem a diversão. É um resort de férias com o pior clima no planeta.

“(…) Dubai é a parábola do que o dinheiro é capaz de fazer quando não tem qualquer outro objetivo que não seja sua própria multiplicação e endeusamento.

“(…). Dubai é um lugar que não toma conhecimento do preço de nada, nem conhece o valor de nada – mas faz com que tudo deixe de ter qualquer valor”.

 Dubai (em árabe: دبيّ, Dubayy) é um dos sete emirados e a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) com aproximadamente 2.262.000 habitantes. Está localizado ao longo da costa sul do Golfo Pérsico na Península Arábica na Ásia. O município muitas vezes é chamado de "Cidade de Dubai" para diferenciá-lo do emirado de mesmo nome. Dubai é conhecida mundialmente por ser extremamente moderna, "futurista" e com enormes arranha-céus e largas avenidas.
Existem registros da existência da cidade pelo menos 150 anos antes da formação dos EAU. Dubai divide funções jurídicas, políticas, militares e econômicas com os outros emirados, embora cada emirado tenha jurisdição sobre algumas funções, tais como a aplicação da lei civil e fornecimento e manutenção de instalações locais. Dubai tem a maior população e é o segundo maior emirado por área, depois de Abu Dhabi. Dubai e Abu Dhabi são os únicos emirados que possuem poder de veto sobre questões de importância nacional na legislatura do país. Dubai tem sido governado pela dinastia Al Maktoum desde 1833. O atual governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, é também o Primeiro-Ministro e Vice Presidente dos Emirados Árabes Unidos.
A receita do emirado é proveniente do turismo, comércio, setor imobiliário e serviços financeiros. As receitas de petróleo e gás natural contribuem com menos de 6% (2006) do PIB de US$ 37 bilhões da economia de Dubai (2005).O setor imobiliário e da construção, por outro lado, contribuiu com 22,6% da economia em 2005, antes do atual boom da construção em larga escala. Dubai tem atraído atenção através dos seus projetos imobiliários e acontecimentos esportivos. Esta maior atenção, coincidindo com o seu aparecimento como um concentrador de negócios mundial, pôs em destaque questões dos direitos humanos relativas à sua mão-de-obra em grande parte externa
 
 

Etimologia

Arabic albayancalligraphy.svg Este artigo contém texto em árabe, escrito da direita para a esquerda. Sem suporte multilingual apropriado, você verá interrogações, quadrados ou outros símbolos em vez de letras árabes.
Em 1820, Dubai era conhecida como Al Wasl por historiadores britânicos. No entanto, poucos registros referentes à história cultural dos Emirados Árabes Unidos ou seus componentes existem devido à tradição oral da região em passar suas tradições através do folclore e de mitos. As origens linguísticas da palavra Dubai também estão em disputa, alguns acreditam que a palavra possa ter origem persa, enquanto alguns acreditam que o árabe é a raiz linguística da palavra. De acordo com Fedel Handhal, pesquisador da história e da cultura dos Emirados Árabes Unidos, a palavra Dubai pode ter vindo da palavra Daba (um derivado do Yadub), que significa rastejar, a palavra pode ser uma referência ao fluxo da enseada de Dubai para o interior.

História


Forte Al Fahidi, construído em 1799, é o mais antigo edifício existente em Dubai - agora parte dMuseu de Dubai.
 
Muito pouco se sabe sobre a cultura pré-islâmica no sudeste da Península Arábica, se sabe apenas que muitas das cidades antigas na área eram centros de comércio entre os mundos Oriental e Ocidental. Os restos de um antigo manguezal, datados em 7.000 anos, foram descobertas durante a construção de linhas de esgoto perto de Dubai Internet City. A área foi coberta com areia cerca de 5.000 anos atrás, como o litoral recuou para o interior, tornando-se uma parte da costa atual da cidade. Antes do Islã, o povo desta região adoravam Bajir (ou Bajar). Os impérios Bizantino e Sassânida constituídas as grandes potências da época, com o Sassânidos controlando grande parte da região. Após a expansão do islamismo na região, o Califa Omíada, do mundo oriental islâmico, invadiu o sudeste da Arábia e expulsou os Sassânidos. As escavações realizadas pelo Museu de Dubai, na região de Al-Jumayra (Jumeirah) indicam a existência de diversos artefatos a partir do período omíada.[12] A mais antiga menção de Dubai é de 1095, no "Livro de Geografia" pelo geógrafo árabe-Al-Andalus Abu Abdullah al-Bakri. O mercador veneziano de pérolas Gaspero Balbi visitou a área em 1580 e mencionou Dubai (Dibei) para a sua indústria de pérolas.Registros documentais da cidade de Dubai só existem depois de 1799. Documented records of the town of Dubai exist only after 1799.
Torres de vento em Dubai.
 
No início do século XIX, o clã Al Abu Falasa (Casa da Al-Falasi) do clã Bani Yas estabeleceram-se em Dubai, que ficou a cargo de Abu Dhabi até 1833. Em 8 de Janeiro de 1820, o xeque de Dubai e outros xeques na região assinaram o "Tratado de Paz Geral Marítima", com o governo britânico. No entanto, em 1833, a dinastia Al Maktoum (também descendentes da Casa de Al-Falasi) da tribo Bani Yas deixou tirou o controle de Abu Dhabi e assumiu Dubai do clã Abu Fasala sem resistência. Dubai ficou sob a protecção do Reino Unido, o "Acordo Exclusivo" de 1892, com o último acordo para proteger Dubai contra qualquer ataque vindo do Império Otomano.[14] Duas catástrofes atingiram a cidade durante os anos 1800. Primeiro, em 1841, uma epidemia de varíola irromperam na localidade de Bur Dubai, obrigando a população a deslocar para leste de Deira. Então, em 1894, um grande incêndio em Deira queimou a maioria das casas. No entanto, a localização geográfica da cidade continuou a atrair comerciantes e mercadores de toda a região. O emirado de Dubai, estava ansioso para atrair os comerciantes estrangeiros e reduziu o comércio entre parênteses fiscais, o que atraiu comerciantes de Sharjah e Lengeh Bandar, que eram os principais centros comerciais da região na época.


A proximidade geográfica de Dubai com a Índia tornou a cidade um local importante. A cidade de Dubai foi um importante porto de escala para os comerciantes estrangeiros, principalmente os vindos da Índia, muitos dos quais acabaram por se instalar na cidade. Dubai era conhecida por suas exportações de pérolas até os anos 1930. No entanto, a indústria de pérolas de Dubai foi irremediavelmente danificada pelos acontecimentos da Primeira Guerra Mundial e, posteriormente, pela Grande Depressão na década de 1920. Consequentemente, a cidade assistiu a uma migração em massa de pessoas para outras partes do Golfo Pérsico. Desde a sua criação, Dubai eentrava constantemente em desacordo com Abu Dhabi. Em 1947, uma disputa de fronteira entre Dubai e Abu Dhabi, no setor norte de sua fronteira comum, gerou uma guerra entre os dois estados.A arbitragem feita pelos ingleses e a criação de uma fronteira do leste ao sul da costa de Ras hasian resultou em uma cessação temporária das hostilidades.

            Dubai, na década de 1960.
 
No entanto, as disputas fronteiriças entre os emirados continuaram mesmo após a formação dos Emirados Árabes Unidos, foi somente em 1979 que um compromisso formal foi alcançado, o que terminou com as hostilidades e com as disputas fronteiriças entre os dois estados. Eletricidade, serviços de telefone e um aeroporto foram criados em Dubai em 1950, quando os ingleses moveram seus escritórios administrativos locais de Sharjah para Dubai. Em 1966, a cidade se juntou ao país recém-independente do Catar para criar uma nova unidade monetária, o Riyal qatarí, após a desvalorização da Rupia do Golfo Pérsico. No mesmo ano, foi descoberto petróleo em Dubai, após o qual a cidade de concessões para companhias internacionais de petróleo. A descoberta do petróleo levou a um afluxo maciço de trabalhadores estrangeiros, sobretudo indianos e paquistaneses. Como resultado, a população da cidade entre 1968 e 1975 cresceu mais de 300%, segundo algumas estimativas.


Em 2 de dezembro de 1971 Dubai, juntamente com Abu Dhabi e outros cinco emirados, formaram os Emirados Árabes Unidos após o ex-protetorado-britânico saiu do Golfo Pérsico em 1971. Em 1973, Dubai se juntou a outros emirados para adotar uma moeda única: os Dirham dos Emirados. Na década de 1970, Dubai continuou a crescer a partir de receitas geradas com o petróleo e com o comércio, nesse período a cidade viu um grande afluxo de imigrantes libaneses que fugiam da Guerra Civil Libanesa. O porto de Jebel Ali (supostamente o maior porto do mundo construído pelo homem) foi estabelecido em 1979. Jafza (Zona Franca de Jebel Ali) foi construída em torno do porto em 1985 para proporcionar às empresas estrangeiras de importação irrestrita de trabalho e capital de exportação.

A Guerra do Golfo Pérsico, de 1990, teve um enorme impacto sobre a cidade. Economicamente, os bancos de Dubai experimentaram uma retirada maciça de fundos devido à incerteza das condições políticas na região. Durante o decorrer da década de 1990, no entanto, muitas comunidades de comércio exterior - primeiro do Kuwait, durante a Guerra do Golfo Pérsico e, posteriormente, do Bahrein, durante o levante xiita, mudaram seus negócios para Dubai. Dubai foi uma base de reabastecimento para as forças aliadas na Zona Franca de Jebel Ali, durante a Guerra do Golfo Pérsico e, novamente, durante a Invasão do Iraque em 2003. Os grandes aumentos no preço do petróleo após a Guerra do Golfo Pérsico incentivou Dubai a continuar a centrar-se no livre comércio e no turismo.O sucesso da Zona Franca de Jebel Ali permitiu que a cidade pudesse replicar seu modelo de desenvolvimento para novas zonas francas, incluindo Dubai Internet City, Dubai Media City e Dubai Maritime City. A construção do Burj Al Arab, o hotel autônomo mais alto do mundo, bem como a criação de novos empreendimentos residenciais, foram usados pelo mercado de Dubai, para fins turísticos. Desde 2002, a cidade tem visto um grande aumento do investimento imobiliário privado na recriação skyline de Dubai, com projetos como o Palm Islands, The World, o Burj Dubai e o The Dynamic Tower. No entanto, o crescimento econômico robusto nos últimos anos tem sido acompanhado por aumento das taxas de inflação (de 11,2% em 2007, quando medido contra o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que é atribuído, em parte devido à quase duplicação do consumo comercial e residencial de renda, resultando em uma substancial aumento do custo de vida para os residentes da cidade.

Geografia

Mapa de Dubai.
 
Dubai está situada na costa do Golfo Pérsico, nos Emirados Árabes Unidos e esta praticamente ao nível do mar (16 metros acima). O emirado de Dubai divide suas fronteiras com Abu Dhabi, no sul, Sharjah, no nordeste e com o Sultanato de Omã no sudeste. Hatta, um enclave menor do emirado, é cercado em três lados por Omã e pelos Emirados de Ajman (no oeste) e Ras Al Khaimah (no norte). As fronteiras do Golfo Pérsico a costa ocidental do emirado. Dubai está posicionada a 25° 26′ N 55° 30′ Ee ocupa uma área de 4.114 quilômetros quadrados.

Dubai situa-se dentro do deserto da Arábia. No entanto, a topografia de Dubai é significativamente diferente da topografia encontrada na porção sul dos EAU, visto que grande parte da paisagem de Dubai é destacada por padrões de deserto de areia e cascalho, enquanto os desertos dominam grande parte da região sul do país.A areia é composta principalmente de conchas e corais esmagados. A leste da cidade, o sal em crosta de planícies costeiras, conhecido como sabkha, dá lugar a ums linha de dunas. Mais ao leste, as dunas são maiores e vermelhas, graças ao óxido de ferro. A areia do deserto dá lugar às Montanhas Ocidentais Hajar, que correm ao lado do Dubai na fronteira com Omã em Hatta. A cadeia Ocidental Hajar tem uma paisagem árida, irregular e quebrada, cujas montanhas chegam a cerca de 1.300 metros em alguns lugares.
Imagem de satélite mostrando parte de Dubai em 5 de fevereiro de 2009.
 
Dubai não tem nenhum rio ou oásis natural, no entanto, possui um estuário natural, a Enseada de Dubai, que foi dragada para torná-la suficientemente profunda para que navios de grande porte possam atravessá-la. Um vasto mar de dunas de areia cobre grande parte do sul de Dubai e, eventualmente, leva para o deserto, conhecido como Rub' al-Khali. Sísmicamente, Dubai está situada numa zona muito estável - a falha sísmica mais próxima, a Falha Zargos, está a 120 km dos EAU e é improvável que tenha qualquer impacto sísmico em Dubai. [35] Os especialistas também prevêem que a possibilidade de um tsunami na região também é mínima, porque as águas do Golfo Pérsico não são profundas o suficiente para desencadear um tsunami.
O deserto de areia que rodeiam a cidade suporta gramíneas selvagens e, ocasionalmente, tamareiras. No deserto, jacintos crescem nas planícies sabkha, à leste da cidade, enquanto a acácias e árvores ghaf crescem nas planícies próximas das Montanhas Ocidentais Al Hajar. Várias árvores autóctones, como as tamareiras e neem, bem como as árvores importadas, como o eucalipto crescem em parques naturais de Dubai. Abetarda, hiena listradas, caracal, a raposa do deserto, falcão e Órix-da-Arábia são espécies comuns no deserto de Dubai. Dubai está no caminho de migração de aves entre a Europa, Ásia e África, e mais de 320 espécies de aves migratórias passam pelo emirado, na Primavera e no Outono. As águas de Dubai são o lar de mais de 300 espécies de peixes, incluindo a garoupa.
Imagem de satélite da área Metropolitana de Dubai-Sharjah-Ajman à noite.
 
O Estuário de Dubai está localizado do nordeste ao sudoeste da cidade. A seção leste da cidade onde está localidade de Deira, é ladeada pelo Emirado de Sharjah no leste e pela cidade de Al Aweer no sul. O Aeroporto Internacional de Dubai está localizado no sul da cidade, enquanto a Palm Deira está localizada no norte de Dubai, no Golfo Pérsico. Grande parte do boom imobiliário de Dubai, está concentrada na região oeste do Estuário de Dubai, nas proximidades costeiras de Jumeirah. Porto Rashid, Jebel Ali, Burj Al Arab, a Palm Jumeirah e as zona francas, tais como Business Bay estão todos localizados nesta região da cidade. Cinco eixos principais - E 11 (Sheikh Zayed Road), E 311 (Emirates Road), E 44 (Dubai-Hatta Highway), E 77 (Dubai-Al Habab Road) e E 66 (Oud Metha Road) - executado através de Dubai, que ligam a cidade a outras cidades e emirados. Além disso, várias importantes rotas de troca da cidade, como a D 89 (Al Maktoum Road / Estrada do Aeroporto), D 85 (Baniyas Road), D 75 (Sheikh Rashid Road), D 73 (Al Dhiyafa Road), D 94 (Jumeirah Road ) e a D 92 (Al Khaleej / Al Wasl Road) ligam as várias localidades da cidade. As seções a leste e oeste da cidade são ligados pela pontes Al Maktoum, Garhoud Al, Business Bay Bridge Crossing, pela Ponte Flutuante de Dubai e pelo túnel Al Shindagha.

Demografia

























De acordo com o censo realizado pelo Centro de Estatísticas de Dubai, a população do emirado era de 1.422.000 de habitantes em 2006, sendo 1.073.000 homens e 349.000 mulheres.
A região abrange 1.287,4 km². A densidade populacional é 408.18/km² mais de oito vezes maior do que todo o país. Dubai é a segunda cidade mais cara da região, e 20ª cidade mais cara do mundo.
Em 1998, 17% da população do emirado era composta por pessoas nascidas nos EAU. Aproximadamente 85% da população de expatriados (e 71% da população total do emirado) eram asiáticos, principalmente indianos (51%), paquistaneses (15%), bangladeshiano (10%) e outros (10%). Um quarto da população no entanto tem vestígios em suas origens de ancestrais iranianos. Além disso, 16% da população (ou 288.000 pessoas) vivem em habitações coletivas de trabalho e não foram identificados por etnia ou nacionalidade, apesar de terem sido considerados como asiáticos. A idade mediana no emirado foi de cerca de 27 anos. A taxa de natalidade, em de 2005, foi de 13,6%, enquanto a taxa de mortalidade foi de cerca de 1%. Embora o árabe seja a língua oficial de Dubai, o urdu, o persa, o hindi, o malaiala, o bengali, o tamil, o tagalo, o chinês e outros idiomas são também falados em Dubai. O inglês é a língua franca da cidade e é muito falada pelos moradores.
O Artigo 7º da Constituição Provisória dos EAU declara o Islã como a religião oficial do país. O governo subsidia cerca de 95% das mesquitas e emprega todos os imames, aproximadamente 5% das mesquitas são totalmente privadas, e várias grandes mesquitas recebem grandes doações privadas.
Dubai tem também grandes grupos de cristãos, hindus, sikhs, budistas e outras comunidades religiosas que residem na cidade. Grupos não-muçulmanos podem possuir suas próprias casas de culto, onde eles podem praticar sua religião livremente, solicitando uma concessão de terras e permissão para construir um templo. Os grupos que não têm os seus próprios edifícios devem utilizar as instalações de outras organizações religiosas ou de culto em casas particulares.  Grupos não-muçulmanos estão autorizados a anunciar abertamente funções de grupo, no entanto, proselitismo ou distribuição de literatura religiosa é estritamente proibida, sob pena do procedimento penal, prisão e deportação para se engajar em conduta ofensiva ao Islã.
 

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